“Se você não pode fazer um amigo, não faça dele um inimigo” Ulysses Guimarães

Todas as vezes que vejo um político querendo destruir outro, fico consternado, e temos visto muito isso nos últimos anos no cenário politico por este Brasil a fora, penso: “Quem planeja e pensa assim não vê o grande erro que está cometendo”.

Porque em política não se destrói o adversário que já foi seu amigo e aliado. Você o derrota, conquista quanto mais espaço, votos e prestigio que for possível, procura sempre suplantá-lo. Mas não o destrói, não o desmoraliza a ponto de inviabilizar a permanência dele no jogo.

Quem parte no desespero de destruir ou se vingar a qualquer custo o outro não vê que ao fazer isso despertará forças e reações que podem acabar voltando-se contra si próprio, que momentaneamente está no ataque.

Pode deflagrar tormentas que, lá na frente, não o reconhecerão como aquele que as deflagrou e fazer dele a próxima vítima. Temos exemplos notórios, em nossa história politica recente entre os dois personagens da foto, os vereadores Lula e Diva.

Quem faz política tratando adversários como inimigos, ou seja, buscando desmoralizar o outro, tentando destruí-lo nos bastidores ou publicamente por causa do poder, só tem vitórias circunstanciais, e não consegue construir a carreira que teria condições de construir.

Assim como na literatura, na política há sempre um protagonista e um antagonista. Dependendo das qualidades de cada um, dos sentimentos que representam e das circunstâncias, eles vão revezar-se ora como vencedores, ora como vencidos.

Como protagonistas e antagonistas, os políticos são personagens da mesma obra. Os que agem pensando em destruir o outro julgam que ao eliminá-lo terão o enredo só para si. Trata-se de uma ilusão que nunca tem um final feliz.

Nas últimas duas sessões realizadas na Câmara Municipal, os vereadores e adversários políticos declarados desde outubro de 2018, Emilson de Borba (Lula), e Diva Araújo, ainda não conseguiram se olhar no olho e levantar a bandeira da paz.

Cautelosos em cada reação na sessão e nas discussões dos projetos, a vereadora Diva Araújo até deu um sinal de paz e poucos conseguiram enxergar, aprovando o pedido de vista do vereador Lula, quando todos por unanimidade apostavam que ela jamais faria isto.

O que podemos concluir, é que Lula ainda estar por causa da vereadora Diva Araújo com as feridas abertas, vivendo ainda no processo de cicatrização, mas é visível que ainda dói. É plausível ver no semblante do vereador nas sessões captadas por nossas lentes, o peso do golpe dito por ele mesmo em carta aberta.

O vereador Lula foi afastado da prefeitura em menos de 24 horas, quando assumiu interinamente o cargo de chefe do executivo. Na decisão da justiça, o juiz o afastou também do cargo de vereador, em todo tempo Lula culpou a vereadora Diva pelo o desgaste político que passava naquele momento.

Com Diva não é diferente, ela também paga um preço por ter sido impulsiva durante sua gestão interina a frente da prefeitura. Somente ela sabe o quando pesa a caneta do prefeito quando vários interesses estão em jogo. Diva assumiu em um período eleitoral, numa eleição suplementar, e certamente ela prestará contas de cada centavo que foi gasto, e queira ou não, isto deve pesar muito.

Portanto, Lula e Diva, já se declararam que são oposição ao governo na ultima sessão, mas não sei até quando, pois como sempre falo aqui neste espaço, a politica é como nuvem, você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou.

O melhor conselho que eu daria aos nobres vereadores eram que se deleitasse nas sabias palavras do saudoso Ulysses Guimarães “Se você não pode fazer um amigo, não faça dele um inimigo”.

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