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Política e Religião: Em nome de Deus ou de se promover politicamente em Guamaré?

Política e Religião: Em nome de Deus ou de se promover politicamente em Guamaré?

Dizem que política, religião e futebol não se discutem. Juntar dois desses três temas “tabus”, então, nem pensar. Mas, diante de tudo que vem acontecendo no cenário político-religioso em Guamaré nos últimos meses, ao ponto de ser noticia na imprensa escrita estadual tem sido motivos de debate nos bastidores do poder.

São fatos que vem chamando atenção de toda a comunidade local, além dos bastidores do cenário politico, e nas rodas de conversas é o assunto mais falado no momento. Uns nas redes sociais e grupos de whats app concordam, já outros na maioria discordam com líderes religiosos se envolvendo com politica.

Religião e Política

Há milhares de anos, por exemplo, quando em um de seus ensinamentos, onde Jesus foi questionado por fariseus sobre se ele incentivaria os judeus a não pagarem os impostos romanos, Jesus sabiamente respondeu: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, deixando-nos um ensino grandioso onde não devemos mistura questões políticas com questões religiosas.

Em outro momento histórico podemos perceber que a ligação entre religião e política já existia quando Pôncio Pilatos em uma decisão não sua, pois ele relata que “nenhum crime achou Nele”, mas motivado pelo ódio de alguns religiosos e pela decisão politica, simplesmente para não entrar em contenda com Cesar e agradar a alguns do povo “lavou as mãos” e deixou que Jesus Cristo fosse crucificado.

De lá para cá, pode-se dizer que essa relação só se estreitou – embora haja a “lenda urbana” do Estado Laico (desde 1890, ainda na era Ruy Barbosa, através do decreto 119-A). Prova disso é que, nas últimas eleições, em especial do interior deste Brasil afora, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, houve aumento expressivo no número de religiosos que pleiteavam um mandato.

Ninguém é proibido de participar da política e a religião é livre. Porém, usar o proselitismo religioso para impulsionar a carreira política enfrentando tudo e todos na cidade, ao ponto de jogar uma autoridade contra outra para atender seus interesses pessoais, é o mesmo que aplaudir o imoral.

Se apresentar como representante político de uma religião são desvirtuamentos da democracia. Será que o Ide de Jesus de ir pregar o evangelho foi esquecido? Hoje já não se ver mais heróis pregadores do evangelho, homens de linha de frente que lutava por um só propósito, leva a palavra de Deus aos pobres e necessitados.

Qualquer líder de igreja em Guamaré pode ter sua liberdade de expressão, mas isso não pode se tornar algo que seja específico da esfera politica para tentar se promover politicamente, visando ocupar um cargo público contando com o apoio dos irmãos.

Alguns estão usando na cidade claramente seus poderes de influência, seu poder econômico, e seu poder de convencimento diante pessoas que vislumbram um ser ideal naquele que vos fala.

Com isso fazendo a condução de uma parte cristã a um ato, muitas vezes, impensado que desafia as Leis, levando uma maior parte da população a pensar que por trás dessa interferência há interesse unicamente político-partidário, talvez já visando participar de uma eleição suplementar local.

Por fim, política e religião são duas coisas totalmente distintas, e que não devem se misturar. Como fazer uma pergunta não ofende e não é pecado, a briga politica entre autoridades religiosas e politica na cidade é nome de Deus ou de se promover politicamente? Só o tempo dirá!